8 de dez de 2014

Lacerações, parto e episiotomia

"Qualquer mulher que tenha um parto vaginal tem risco de uma laceração perineal, incluindo as chamadas lacerações graves (3º ou 4º graus). Esse é um fato incontestável. Durante anos se praticou episiotomia porque se acreditava, ainda que empiricamente, que haveria proteção do períneo contra esses desfechos, se a incisão fosse realizada (entre outros "benefícios" não comprovados da técnica).

No entanto, estudos controlados realizados desde a década de 80 até os dias de hoje vem mostrando cada vez mais que as lesões mais graves são mais frequentes quando a intervenção é realizada, e não o contrário. Em outras palavras, a episiotomia não só NÃO protegeria o períneo, como FACILITARIA a ocorrência de COMPLICAÇÕES.

Da mesma forma, o parto instrumental (fórcipe ou vácuo), quando associado à episiotomia, também resulta em lacerações mais graves.

Estatisticamente, portanto, sempre é POSSÍVEL que uma mulher tenha lacerações de graus variados durante partos vaginais, porém as lacerações mais graves estão mais frequentemente associadas às episiotomias e aos partos instrumentais.





(Por CarlaAndreucci Polido no Facebook)

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