3 de jul. de 2009

Lembranças fecundas



Escritos originalmente para um diário virtual, os textos reunidos em Lembranças fecundas tratam das emoções e agruras vividas por uma mãe de primeira viagem, a ativista da Parto do Princípio Denise Yoshie Niy, de São Bernardo do Campo (SP). São relatos ao mesmo tempo pessoais e universais, uma vez que dizem respeito ao modo como uma mulher viveu sua gravidez.
Produzido de forma profissional, porém independente de editoras, o livro tem como principal objetivo sensibilizar as pessoas para que enxerguem a magia envolvida na maternidade, quando esta é exercida ativamente. Todo o lucro arrecadado com a venda do livro será revertido para a Parto do Princípio.

Lembranças fecundas: meu diário afetivo da gravidez
Denise Yoshie Niy
1ª edição: 2009
100 páginas
Preço: R$ 15,00 + frete

Como comprar: Envie um e-mail com seu nome e endereço para: livro@partodoprincipio.com.br.

*Compre o livro e ajude a Parto do Princípio!*

12 de jun. de 2009

MANIFESTO CONTRA O FECHAMENTO CASA DE PARTO DO REALENGO NO RIO DE JANEIRO

Peço que apoiem o movimento contra o fechamento da Casa de Parto do Realengo, pelo governo do Rio de Janeiro.

Uma injustiça contra um grupo de profissionais que vinha fazendo a diferença no atendiemto ao parto, porque mostraram que é possivel o modelo do parto humanizado, nos padrões definidos pela OMS, seguindo as evidências cientificas mundiais.

É muito simples, para apoiar é só assessar o site abaixo, colocar alguns poucos dados e confirmar.

http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=casadeparto&ext=php

Não podemos permitir mais esta arbitrariedade, ficando calados, inertes. O movimento precisa 10.000 assinaturas até dia 14/06. Estão com cerca de 4800.

Vamos lá pessoal, com esta atitude estaremos:

- Apoiando o modelo do parto humanizado;
- Apoiando a redução das cesáreas desnecessárias;
- Apoiando a livre escolha das mulhereres pelo local onde querem parir;
- Apoiando a maternidade segura;
- Apoiando os médicos obstetras "humanizados", que atuam no modelo do parto respeitoso e humanizado;
- Apoiando a enfermagem obstétrica;
- Apoiando os direitos humanos, os direitos reprodutivos, os direitos das mulheres e casais que querem o parto humanizado.

Obrigada.

Patricia Bortolottto
Mãe, Doula e Advogada que acredita que as mulheres devem ter opção de escolha!
www.nascercomrespeito.com.br

22 de mai. de 2009

CineGAMA



Eu vou ter que roubar essa idéia do GAMA e fazer um post bem lindo aqui com os vídeos também!

Mas enquanto não tenho tempo de arrumar como quero, olhem que coisa legal elas fizeram:

"Nossos filmes preferidos

Essa é uma seleção de filmes que fizemos e que mostram aquilo que acreditamos a respeito do parto e nascimento. Muitos desses filmes mostram partos reais, portanto use o bom senso para decidir se quer ou não assisti-los. Se você encontrar um outro bom filme sobre nascimento, mande-nos uma mensagem com o link."

E acessem pra ver:


Carpe Diem!

10 de mai. de 2009

Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento 2009

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS
De 11 a 17 de maio diversos países estarão comemorando a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento (http://www.smar.info/). Celebrada anualmente, desde 2004, por iniciativa da Associação Francófona pelo Parto Respeitoso ("Alliance Francophone pour l'Accouchement Respecté" – (http://www.afar.info/), este ano, a campanha aborda o aumento da taxa de cesarianas no mundo com o slogan Diga não à cesárea desnecessária!

Para marcar a data no Brasil, a Rede Parto do Princípio (http://www.partodoprincipio.com.br/) realiza uma exposição simultaneamente em várias cidades, com fotos em preto e branco, de mulheres brasileiras no momento do nascimento de seus filhos. É uma ocasião para reafirmar publicamente que a reprodução humana é um fato social em primeiro lugar; que a mudança é possível e que nunca é tarde para que os profissionais e os estabelecimentos médicos revejam suas práticas.

A exposição tem como objetivo incentivar o vínculo afetivo entre mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado.

No Rio de Janeiro a exposição acontece de 12 a 17 de maio, das 14h às 23h, na Livraria Largo das Letras, Rua Almirante Alexandrino, 501. Largo do Guimarães, Santa Teresa.
Dia 15 de Maio, sexta-feira, às 20:00, teremos um encontro com coquetel e você é nosso convidado. Crianças são bem vindas!

A Parto do Princípio é uma rede de mulheres, consumidoras e usuárias do sistema de saúde brasileiro, que oferece informações sobre gestação, parto e nascimento baseadas em evidências científicas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conta hoje com mais de 300 pessoas trabalhando voluntariamente, em 16 estados e no Distrito Federal, na divulgação dos benefícios do parto ativo.

A Exposição tem o apoio do Guia do Bebê (http://www.guiadobebe.com.br/), Mundo da Foto (Rua Buenos Aires, 171 Centro), Livraria Largos das Letras, Pizzas Artesanais de Santa Teresa e Federação dos Círculos Operários.

Contatos:
- Denise Araujo (21) 2222-6658, (21) 9797-1602, denise@partodoprincipio.com.bre
- Ana Lucia Baptista (21) 8859-1432, (21) 3852-6753 anandra@partodoprincipio.com.br

22 de mar. de 2009

Um Novo XôEpisio!

Na vida a gente sempre tem que ter um PLANO B, para tudo!

Não que a gente sempre tenha que pensar que as coisas vão dar errado e para esse caso então sacamos da manga o PLANO B (sou contra pensar no negativo!), mas simplesmente porque pra tudo tem um jeito... E a gente sabe ser criativo para isso!

Por anos e anos a fio mantivemos nossos blogs de "mulher para mulher" no Blogger.com.br da Globo, mas acabei com minha assinatura lá - conforme escrevi no último post dos blogs. Cheguei a parar de usar minha conta da Globo e seguir pagando os R$19,90 da assinatura mensal por alguns anos somente para poder cuidar do Parto Humanizado, do XôEpisio e do Mulheres de Peito quando dava... Já foi. Acabou.

E como agora não tenho mais como cuidar deles (O Blogger.com.br não é "democrático" - a gente só loga nele com a conta da Globo!), e ainda me vejo na vontade de de vez em quando publicar os textos interessantes que encontro sobre Parto, Humanização do Nascimento, Episiotomia, Amamentação e tudo o mais que tem a ver com esse Universo Feminino, começo essa nova fase aqui... Espero que esse aqui seja tão útil quanto o outro!

Sejam bem-vindos!

18 de mar. de 2009

Mudança de hábito

Fonte: http://www.unifesp.br/comunicacao/sp/ed07/reports1.htm - Por Kátia Stringueto.

Muitas mulheres nem sabem o nome dessa cirurgia, mesmo quando a ela foram submetidas. Trata-se da episiotomia, corte feito no parto normal para apressar o nascimento do bebê. Acontece que esse procedimento, quase sempre, é desnecessário.

Praticada em cerca de 80% dos partos, quando o ideal seria em 20%, a incisão está na mira das autoridades de saúde desde que a Medicina Baseada em Evidências provou que, na maioria dos casos, não protege nem a mãe nem o bebê. Ao contrário, seria responsável por um número maior de infecções pós-operatórias, hemorragias e até rebaixamento da bexiga.

Esse último seria um dos fatores que levam à incontinência urinária na maturidade e ocorre porque o obstetra dificilmente consegue recompor a região pélvica como antes. É mais um motivo para acabar com o vício da episiotomia.

Todo mundo sabe o quanto é difícil sair da rotina. Mesmo que seja para melhor. Em se tratando de medicina, a mudança de paradigmas é ainda mais complicada quando enfrenta a resistência dos próprios médicos.

E a episiotomia, introduzida na obstetrícia em 1742, entra como um desses hábitos duros de mudar. A incisão no períneo, grupo de músculos que vai da vagina ao ânus, seria uma forma de ampliar a abertura vaginal facilitando a saída do bebê durante o parto normal. Há até uma intenção nobre nesse procedimento. O corte, controlado, poderia ser bem suturado recompondo a musculatura local e evitando uma laceração brusca, irregular e, portanto, de difícil correção.

Parecia bom, mas a prática não comprovou a teoria e estudos recentes apontam um aumento no risco de trauma, infecções, hematoma e dor, além de maior tendência à incontinência urinária entre as parturientes que passaram pela cirurgia. "Não existe o efeito protetor que todos imaginávamos. Não é porque se fez episiotomia que a mulher não ficará com a vagina dilatada ou com a bexiga baixa", diz Eduardo de Souza, chefe do centro obstétrico do Hospital São Paulo.

Diante desses resultados, a tendência mundial é restringir o uso da episiotomia. No Brasil, uma campanha nesse sentido começou no ano passado. Há dois benefícios relevantes: primeiro, não se faz o corte na mulher (que implica uso de anestesia e risco de infecção), e, segundo, mantém-se a musculatura perineal íntegra, já que nem sempre o obstetra consegue recompor o assoalho pélvico como antes, o que pode facilitar o afrouxamento da região e rebaixamento da bexiga, levando à incontinência urinária.

Curioso é que, mesmo com todas essas vantagens, a maioria dos obstetras ainda realiza o procedimento como quem cumpre um ritual. Basta o parto demorar um pouco e pronto. Falta paciência e, pior, falta esclarecimento.

"A postura moderna é que se use a episiotomia seletiva, quando o bebê é muito grande e está forçando a região do períneo, por exemplo. Ou quando a musculatura da mulher é muito rígida. Nesse caso, uma rutura no local poderia ser tão extensa que chegaria até o ânus", esclarece Eduardo de Souza.

A inexperiência poderia até justificar que se fizesse a episiotomia antes de se ter certeza de que a musculatura perineal não vai suportar a passagem do bebê.
Não é bem o caso. A maior resistência à mudança de rotina obstétrica vêm dos médicos mais antigos. Às vezes, por uma questão de puro vício.
"Lembro de uma médica que pedia para que lhe segurassem as mãos a fim de evitar que praticasse a episio, como também é conhecida no meio médico", disse a antropóloga americana Robbie Davis-Floyd em visita à São Paulo à convite do Distrito de Saúde de Campo Limpo da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

A antropóloga informou que nos Estados Unidos, apesar de estar em queda, a operação ainda ocorre em 80% a 90% dos partos normais de primíparas (grávidas do primeiro filho). No Hospital São Paulo o índice é um pouco inferior: 70%. Mas ainda muito acima do desejável quando se sabe que cerca de 20% a 30% dos partos normais necessitam de episiotomia.


NORMA SEM SENTIDO

O quadro é semelhante a outro hospital conveniado ao Complexo Unifesp/SPDM, o Hospital Estadual de Diadema. Lá, de cada sete partos normais realizados por dia, cerca de cinco incluem o procedimento.

Já é um avanço quando se lembra que antigamente fazia-se episiotomia em todas as mulheres. "Era uma norma sem sentido", diz o obstetra Levon Badiglian Filho, plantonista. "O médico ainda faz a incisão meio que no piloto automático para ajudar a criança a nascer mais rápido. Mas fazer nascer mais rápido não significa fazer nascer melhor."

É essa consciência que se espera do médico. Abreviar o parto quando necessário, se o bebê está em sofrimento. Mas manter a integridade do corpo da mulher sempre que possível. O abuso da episiotomia remete a outra questão importante: como o parto é conduzido. Dar à luz na posição inclinada - e não deitada - facilita o nascimento e diminui a episio. Quanto ao medo de lesões, vale saber: "As lesões que se pode causar à mulher ao cortar-se o músculo perineal, entre a vagina e o ânus, são piores do que as pequenas lacerações", diz a enfermeira obstetra Ana Cristina d'Andretta Tanaka, do Departamento de Saúde Materno Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP. Pela experiência de atendimento no Hospital de Itapecerica da Serra, em São Paulo, a enfermeira observou que 50% dos partos normais acabam não tendo laceração alguma.

"Na outra metade, a maior parte sofreu lacerações superficiais, de primeiro e segundo grau. Rupturas de terceiro grau, que são um pouco mais profundas, aconteceram em 5% das parturientes, enquanto que nenhuma apresentou laceração grave", conta.

17 de mar. de 2009

Callate y puja



É com muita tristeza e dor que assisti a este vídeo.
Pensei muito antes de publicá-lo e de fato não o fiz no blog Parto Humanizado. Mas aqui, onde o clima às vezes "pesa" mais, não me senti incomodada de fazê-lo.

Sempre discutimos se coisas como essas não assustam ainda mais as mulheres, mas hoje, quando o movimento pela Humanização do Nascimento atingiu uma escala maior e muita fonte de informação já está disponível (basta que procurem, muitas vezes), acredito que é importante que vejamos os fatos e como são violentos e ultrajantes. Mudança de paradigma não se faz de maneira suave, na prática.

Quando vejo partos como esse (e o que mais há na Internet é a divulgação desse tipo de coisa) e me lembro dos partos como o da parteira Mexicana Naolí Vinaver (disponível em vídeo), os das mulheres os quais tive o imenso prazer de ver compartilhados em listas de discussão de Parto Humanizado - onde as mulheres pariram sorrindo e gemendo mais de alegria que de dor, com seus parceiros, com seus filhos, em casa ou em hospital, mas com o apoio e carinho que merecem, lembro-me também de quanto já foi mudado no caminho que percorremos, mas, mais ainda, de quanto ainda temos que fazer.

Espero que em breve possamos ver partos e atendimentos neonatais como esse e pensar "que triste história do passado", mas com um sorriso feliz no rosto porque então as crianças nascem com dignidade.